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"19.10.12 - 20:15 - sexta-feira
Hoje estava tudo tão bem pela manhã... Agora, pela tarde que o clima ficou estranho entre nós. As coisas que ele me disse ainda soam dolorosas e pesadas em minha mente. Foram como estacas em meu peito. Em partes tudo o que ele disse era verdade, por isso ainda dói em mim. Chorei muito quando cheguei em casa, chorei além da conta, chorei até não poder mais de dor. Era tanta dor... O pior foi vê-lo me dar as costas sem nem ao menos me direcionar uma palavra sequer. Naquele momento tive medo, medo de tê-lo perdido. Me senti tão egoísta e insensível por não ter demonstrado o que estava sentindo, nem sequer ter dito nada discordando ou não de suas palavras duras, porém verdadeiras. Me senti ainda pior por ele não ter me ligado depois das 21:00, como de costume.
Melhor assim. Odiaria ter que pedir desculpas por telefone..."
(...)
"20.10.12 - 20:45 - sábado
Chorei tanto hoje quando cheguei a escola. Reflexos do dia anterior, a dor ainda permanecia insuportável. Procurei refúgio nas músicas, mas foi pior. Cada uma delas me fazia lembrar de momentos ao lado dele. Não conseguia pensar nele sem lembrar de suas palavras. Eu tentava controlar as lágrimas, mas elas caiam sem a minha permissão. Eu estava tão desconsolável. Chorava por tantas coisas ao mesmo tempo...
Chorei antes, durante e depois da prova. A professora de Língua Portuguesa me perguntou se eu teria condições de fazer a prova naquele estado. Respondi que sim, mas acabei me saindo muito mal.
Desci as escadas correndo e não quis parar pra falar com ninguém. Vi de canto de olho que ele estava sentado num banco embaixo da mangueira. Passei direto, sentando-me ao lado de alguns conhecidos.
Depois de alguns minutos uma amiga que estava de frente pra mim me disse que ele estava bem atrás e que queria falar comigo.
Fui até ele e me sentei ao seu lado. Ficamos em silêncio por um longo período. Até que vi lágrimas escorrer de seus olhos. E vê-lo chorar perguntando-me se eu queria terminar com ele, foi de cortar o coração. Segurei o choro para não demonstrar fraqueza. Grande erro, pois deu a impressão de que eu era indiferente ao sofrimento dele. Doía tanto vê-lo daquele jeito...
Sabe aquela dor que você sente quando você vê alguém que você ama chorando? Foi como se estivessem mutilado uma parte do meu corpo. E quando me perguntou se eu o amava, tive a maior satisfação em dizer que sim. E beijá-lo após fazer as pazes é a melhor coisa do mundo. A melhor sensação do mundo. Sensação de quem volta pra casa..."

Olá! =)
ResponderExcluirEstou te seguindo. E te indiquei para um selinho no meu blog que vc pode ver AQUI.
Beijos,
Resenhando Books